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domingo, 9 de junho de 2013

Um abaixo a simetria perfeita



 Olhares se cruzam, coração dispara e pronto, sintomas oriundos da paixonite que vai te destruir, ou, dificilmente, te salvar.. Sinto lhe dizer, não trago boas notícias. Todo mundo sabe, assim como sabemos que a maioria dos usuários do Facebook não são românticos pensadores, que amor nunca é perfeito. Isso tá mais mastigado do que comida de bebê, nada é como esperamos ou desejamos.

 Você vai estar sozinho num café, e imagina quem de repente, aquela gostosa possuidora de um apalpável par de bundas vai te perguntar se esta acompanhado. Porém, provavelmente, será aquela moça magra carregando algum livro underground que vai esbarrar na tua cadeira e soltar alguma piada com um riso musical e incontido. Você vai se encantar pelo fato de ela gostar de Clarice Falcão e The Rolling Stones. Vai se surpreender com o caráter despudorado dela em relação a tudo e todos.


 Os meros humanos com cérebro pensante se agarraram a bela utopia de "os iguais se complementam". O interessante são as díspares misturas que formam um produto digno de duração e consumo. Certo que um metaleiro não vai juntar as escovas de dente com uma funkeira, porém duas pessoas com temperamentos  intensos, juras serão como bombas atômicas, como aquelas de Hiroshima; destroços restarão. Interessantes são os tsunamis que abalam a calmaria do mar, os abalos sísmicos que tremem o chão firme e seguro.

Vamos sucumbir aos toques que agem como tsunamis, e abalam nosso sistema nervoso, aos sorrisos sísmicos que destroem nossa base confortável e estável. Esses ataques dignos de guerras partem de quem menos se espera, e por isso são tão impactantes.

Texto: Bárbara Carvalho
Imagens: Flickr de alguém que não lembro :(

segunda-feira, 3 de junho de 2013

"Verbos imaginários, utopia, eu e você. Tudo junto, assim mesmo"


Queria morar na tua rua, preencher esses quilômetros que afastam nossos corpos. Eu escreveria textos pra você, descrevendo teus sorrisos, teus olhares, teu toque que sempre ousava eletrizar minha pele, tua voz que penetrava cada espaço do meu corpo, e o abarrotava de desejo. Não exigia nem esperava eternidade, nem anos a fio. Imaginava meses, se tivéssemos sorte e nossas coisas em comum e nosso querer um pelo outro se sobrepusesse às nossas dbrigas por todos os assuntos que exigissem argumentos e posicionamento. Poderia te fazer belos boquetes matinais, e te deixaria louco de tesão, te daria uma passagem para o espaço, para o ápice, para o cume, para o alto. Ou simplesmente deixaria tua cabeça repousar em meu colo, e te cobriria de carinho e palavras doces transbordantes de verdades. Preencheria teus hiatos, tuas necessidades, tuas solidões, ou te deixaria voar.
Prometeria colorir nossos dias cinzas, ou torna-los negros. Poderia tentar cozinhar, mas nada sairia, além de um exótico macarrão. Eu poderia trazer teu sorriso à tona, poderia trazer teu coração à tona, poderia te trazer à tona, te resgatar dessas amarras e convenções, te salvar dos teus medos e achismos, escutaria teus sonhos mais loucos, e tentaria realiza-los.
Queria sucumbir a tua volúpia, fazer a cama ranger, tornar escorregadia nossa pele. Poderia envolver-te em minhas pernas, numa dança louca de fluídos. Poderia ser tua, mesmo que tu não quisesse ser meu. Juro que poderia, que queria, que faria, que prometeria, que estaria, que iria. Mas como as próprias palavras já denunciaram minhas ações utópicas, todos esses 'ias' ficam enjaulados em pensamentos distantes com a participação de olhos vidrados. Desfaço esses verbos imaginários, e refaço um pouco de eu e você.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Lufadas de insanidade.


As ruas pareciam mais frias e silenciosas aquela noite. Estava cansado de fugir, de embarcar no desconhecido, e afogar-me no clichê. As portas que me acolhiam, me levavam para o mesmo lugar. Buscava um sentido naquelas ruas, alguma brisa, algumas palavras, alguém. Sempre soube que acabaria em alguma porta de bar, mas sem nenhum drama. Só bebia para esquecer. Esquecer as palavras afiadas que ela insistiu em vomitar sobre mim. Esquecer os abraços, esquecer as noites. Esquecer o que não existia. Embora eu entendesse os seus sinais, ela simplesmente mudava as regras do jogo, todos os dias. Parei num boteco, e me servi de whiskey. O gosto da bebida arranhava minha garganta, e limpava as frustrações e as palavras não vociferadas. Meus sentidos pareciam imperturbáveis, sempre sentindo intensamente o que havia se passado.
Não queria culpar o amor nem o resto do mundo, porque obviamente o problema estava em minhas mãos. Arquiteto de coisas que nunca irão acontecer. Não sabia se tudo o que estava em minha mente havia realmente acontecido. Ela era real? Ela já foi minha? Ou era apenas uma daquelas moças que gingavam pelas ruas, cujo olhar havia cruzado com o meu? As noites que fulminavam em desejo foram apenas mais alguns sonhos eróticos que distraiam minhas tediosas noites de sono? E o que era o amor? Calmaria ou furacão? Era sempre tudo ou nada, ou podíamos andar em cima do muro? Poderíamos ser mornos? Ou tínhamos que sucumbir a chama? As certezas se esvaziam como a fumaça do meu cigarro, que sucumbiu ao meu sopro. Certezas eram apenas lufadas de conforto, eram uma zona conhecida. Aquelas ruas sugaram as minhas certezas, e a minha sanidade, e me sugaram você.


Imagem: we heart it
Texto: Bárbara Carvalho, favor não copie!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Coisas caóticas que bagunçam o coração e levam pessoas


O ritmo caótico das ruas espremia-se pela fresta da janela e invadia a sala. Invadia meu coração. Você se fora. Batera a porta. Sem indícios de volta, de uma segunda opinião. Nossos copos jaziam no canto, contendo nossos gostos. Meu amor pairava no ar, sangrando profusamente. Nosso amor era como os copos no canto, vazios. O adeus era iminente e inevitável, quando se está vazio, quando não há motivos, não há razão. Quando apenas uma pilha do controle da TV funciona. Quando só um coração bate. Quando nenhum coração bate. Quando só há restos, embalagens, secas. Não se deve cutucar a ferida, espremer o tubo vazio da pasta de dente, insistir no impossível.
O ar entrava pela janela e balançava meus cabelos, limpando a frustração, carregando a decepção e trazendo o consolo. Será que o vento estava balançando as vestes dele? Estava limpando tuas frustrações? Será que o caos estava invadindo-lhe o pensamento? Será que ele estava limpando o jardim, plantando novas flores para atrair novas borboletas? Estava ele jogando fora os pedaços velhos de pizza, com os copos que continham nossos gostos, nossa saliva, que antes formavam beijos doces e sedentos? Estavam sedentos de que? De amor ou de espaço? De companhia ou de solidão?

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Esperando o que nunca vai chegar


Atualizando a caixa de entrada, esperando uma mensagem que nunca chegaria. Isso era sádico, como uma roleta russa. O suspense machucava mais que tudo. A dúvida martelava o meu coração. Sentada escrevendo essas coisas, ouvindo os zumbidos de conversas alheias, possíveis planos, desabafos, alegrias, porque simplesmente o mundo não parava quando alguém estava sofrendo, porque aí não haveria translação e rotação, seria "sofrência". Sofrimento é tão clichê, tão comum e tão estupidamente real. Nunca será a mesma dor; aquele "sei como é" é mentira. Ninguém sabe como é.
Sentimentos são caminhos tortuosos, que possibilitam as interpretações mais exageradas, e as sensações mais grotescas. O coração e a mente humana são encruzilhadas que absorvem, modificam e deturpam essas interpretações e sensações. E, fatalmente e inevitavelmente, você se fode, porque você sente, e acaba sentada numa sala, atualizando a caixa de entrada esperando uma mensagem que nunca vai chegar.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Um dia frio e altamente "inspiracional"



O céu nublado refletia meu estado de espírito. O sol procurava uma brecha pra sair e mostrar toda a sua glória, assim como um sentimento dentro de mim queria sair e estampar um sorriso na minha cara apática. O relógio badalava, cobrando de mim. Uma decisão. Uma palavra. Um aperto de mão. Um sorriso. Mas só conseguia uma torcida de lábios e uma revirada de olhos. As lembranças atingiam minha mente, como tiros; As sensações, antes dobradas e retorcidas dentro de caixas, resolveram dar as caras e fazer o coração acelerar. Um simples sussurro no ouvido causa tanto estrago, mais até do que palavras ditas em alto e bom som. E eu me negava a sentir esse estrago, me negava a ser estragada. Tua voz rouca me perseguia pelos cantos do meu quarto. Teu cheio me inebriava, me hipnotizada e me possuía. Você me tinha, como tinha aquelas linhas na mão que misteriosamente formam um "M". O calor do teu corpo derretia a frieza do meu, derretia a minha alma gelada. Teu beijo penetrava os cantos mais obscuros do meu ser, do meu eu, sempre escondido atrás de sorrisos amarelos e olhares contidos.
(Bá)

terça-feira, 16 de abril de 2013

A mente da gente


Ah! Se eu pudesse mudar certos conceitos e atitudes humanas, eliminar a histeria de muitos e compreender a mente da gente. Dessa gente que mente. Ah! Se eu pudesse desvendar e controlar meus “fantasmas” interiores. Transformar essa gente que se esconde atrás de suas próprias “máscaras”, atrás dos seus medos e defeitos, cheias de si mesmas, egocêntricas e egoístas. Se pudesse, ainda acabava com o tédio global, com a mesmice de cada dia que persegue a todos. E tornaria essa gente, pessoas felizes, generosas, solidárias, e acima de tudo esperançosas.
Como estagiário em um manicômio, deveria manter a calma, e sobretudo a paciência, é certo que era apenas meu segundo dia, mas a cada minuto que passava, minha mente se apertava, e queria de alguma maneira entender o porquê da mente humana e do ser humano em si ser tão complexo. Observando a triste realidade ao meu redor, me perguntava se estava certo de que queria passar toda a minha vida estudando um ser tão difícil e tão miserável. Afinal, a psiquiatria  sempre foi uma das artes mais difíceis, a arte do poder da mente.
Viajando no meu mundo, no qual apenas eu sou o autor, e personagem principal, e onde a todo o momento surgem improvisos para o “teatro” da vida, me sinto seguro, e tão livre a ponto de pensar tolices, de questionar o inquestionável, e de sonhar. Então me pus a sonhar.
Sonhar. Este ocupa a minha mente, durante quase todo tempo, não só a minha, mas de toda essa geração de covardes e desumanos, a própria raça humana. Mas acredito que lá no fundo, no interior de cada “ser” exista bondade, todos somos bons e maus, porém devemos saber expressarmos e compartilharmos a bondade, e guardar, mas bem guardado a maldade.
Ah, se eu pudesse! Se eu pudesse ler a mente humana, desvendar os segredos melhor escondidos, decifrar as atitudes mais insanas e violentas dessa raça problemática, descobrir a cura para as loucuras da nossa mente, como as que presenciava naquele hospício, assim como as que algumas pessoas não só presenciam, como fazem parte das suas vidas, pois todos nós vivemos em um imenso manicômio global.
Toda a humanidade aterrorizou-se, como hoje, muitos fizeram parte de uma estória de terror. O maior genocida e sociopata de todos os tempos, Adolph Hitler, massacrou e dizimou milhares de pessoas, sentia prazer ao ver e participar da morte, ou do “assassinato” de milhares de judeus inocentes, a raça que mais sofreu durante toda história humana. Com os seus minuciosos discursos, extremamente calculista, conseguiu manipular a frágil mente da sociedade da época, e penetrou no inconsciente coletivo, formando verdadeiros psicopatas funcionais, autômatos de suas próprias mentes.
Ah, se eu pudesse entender a mente desses loucos, desses terroristas e mercenários, e de alguma forma, evitaria o destino cruel que tiveram várias raças e povos. Mas ainda é possível que cada um de nós possamos ser “humanos” o suficiente para evitar que esses tipos de carnificina humana ocorridos durante a história, não venha a ocorrer novamente hoje ou no futuro.
Somos nós loucos! Loucos que agem inconscientemente, apesar de sermos conscientes. Há tantos loucos no mundo. Há os loucos compulsivos; que compram e consomem incontrolavelmente, há também os que falam e agem sem pensar, tolos. Há aqueles mais perturbados, que matam e roubam. E há também os que estão cheios de conhecimento, e o transmite, porém acabam com mentes vazias, pois se deixam ser contaminados pelo caos social; além daqueles que possuem fama, dinheiro ou poder, mas os desperdiçam.
Decidi então que é melhor fazer, agir, e ter atitude, do que pensar ”Ah! Se eu pudesse...”. Se sou louco, porque não tentar entender um louco, se não ajo como um? Basta sabermos separar a realidade, do mundo imaginário. Se temos algo a fazer, que o façamos logo, se temos um objetivo, devemos ir em busca dele. O dever de cada um é viver e compartilhar um sonho. Se queremos que as pessoas mudem, que o mundo mude, temos que iniciar a mudança na nossa mente, na mente da gente, no modo de pensarmos e agirmos.

Aldrin

domingo, 7 de abril de 2013

Os erros são sempre irreparáveis?


Estava em casa no final de semana, lendo Morangos Mofados e assistindo Sex and The City, quando minha amiga me mandou uma mensagem, falando que usou uma coloração errada no cabelo e bagunçou tudo. Não havia planejado, só julgou que ficaria bom pois era do mesmo tom  do cabelo. E ai fiquei pensando sobre isso tudo, erros, que bagunçam tudo e levam um tempo para consertar. As pessoas comentem erros, sempre, isso é obvio. Elas julgam, confiam, traem, mentem, mas será que há conserto? Creio que as vezes não. Os relacionamentos de hoje são muito descartáveis, sensíveis e quebradiços, o perdão quase nem existe mais. Pra que tentar consertar uma relação, se você pode começar uma nova? As pessoas estão líquidas, vivem relações líquidas, que escorrem pelas mãos, que vão para o ralo, que esquentam e desaparecem, como simples fumaça. Relacionamentos sólidos são considerados old, brega, credo! A geração fast-food quer rapidez, quer facilidade, embora o amor não seja fácil, então sobrou a banalização para o coitado do sentimento. E restou relacionamentos descartáveis sem perdão, sem conserto para os erros, sem compreensão...

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Nós.


E você atravessa os corredores com esse sorrisinho presunçoso estampado no rosto. Você é do tipo de pessoa que nasceu pra rimar, nasceu pra rimar com a beleza, com o riso, com o gostar. Possui um magnetismo inevitável, que me atrai, de forma inconsequente e ilimitada. Entre eu e você há uma necessidade de aproximação inevitável, me prendo nas tuas palavras, nas tuas gírias americanas, no teu gosto cultural, nas tuas blusas com referências a quem você é. Te procuro nas ruas, nos lugares, quem sabe a gente se bate? Quem sabe não me torno um imã para você? Não espero flores nem amores, nem jantares ou declarações. Só espero uma atração, alguns olhares, sorrisos talvez? Uma mordida no canto na boca, só pra demonstrar desejo. Isso! Também espero desejo, espero pernas entrelaçadas e respiração ofegante, corpos suados e beijos ardentes. Não quero eternidade, não quero amor. Quero um café, um abraço, um 'até logo'. E uma repetição dos fatos, do desejo, do calor, da ardência. De mim. De você.

segunda-feira, 25 de março de 2013

Texto novo e outras coisas

Bem gente, como sabem (ou não) já tem um tempo que não posto textos aqui. Falta de inspiração, falta de tempo e todo esse blá blá blá chato que não sai da minha vida. Mas estou trabalhando para colocar tudo no lugar, o post vai ser sempre atualizado, vou manter (ler-se criar hehe) um horário de estudo satisfatório, porque daqui há 3 lindos meses temos vestibular, e mesmo que minha área não seja muito concorrida (vou tentar Letras Vernáculas, porque na UEFS não tem Jornalismo, e é a área mais próxima de Jornalismo que tem aqui), tenho livros pra ler e tudo isso. Mas chega de papos e vamos ao texto... Não tive inspiração súbita pra esse, então escrevi o que veio na mente, espero que gostem.

"Que muitas coisas da nossa vida não acontecem como desejamos todos nós já sabemos, e isso cada dia se torna mais ainda um problema maior, como uma bola de neve. Corações partidos, decepções, dramas do século. O amor é tão exaltado, e ao mesmo tempo tão banalizado que chega a ser hipócrita. As pessoas reclamam da banalização, da rapidez das coisas, sendo que elas mesmas causam isso. Se querem mudanças, comece por si próprio! E agora me vem na mente uma coisa que não deixa a coitada em paz: você. Você parece um chiclete que grudou no meu cérebro, ou sei lá aonde. Penso, penso, sonho, sonho, desejo, desejo, desejo, você, você, você. Sei que você nunca irá ler isso, devaneios de mais uma na tua fila, devaneios de mais uma que se perdeu nos teus diversos encantos, nos teus sorrisos doces e cheios de segundas intenções... Terceiras, talvez? Suas palavras me agarram como tentáculos, me prendem e me tiram o ar. O final dessa história já está previsto: coração partido, um ou dois. Mas talvez isso seja inevitável, seja incontrolável, seja mecânico e essencial para momentos de felicidade. Eu queria quebrar meu coração contigo, queria despedaçar ele inteiro, pegar um martelo e esmaga-lo, porque ai eu já teria possuído alguns momentos de felicidade ao teu lado. Alguns 'oi's, mensagens, textos no Whatsapp, não exijo nem ligação, tô pedindo pouco. Não quero que me guarde, que me cuide, só te deixa perto, só me dê sinais, pode ser de vida, ou de gostar, mas te mantém perto de mim. Não te preciso, mas te quero. Quero manhãs com abraços e conversas cheias de cultura e sorrisos, ou quem sabe manhãs na tua cama? Quero manhãs cheias de você, de nós, de tua voz, rouca e sexy, no meu ouvido, ou por perto. Mas só saiba que eu te quero, independente do destino, da vida, das circunstâncias, só te quero."


(Texto de minha autoria, imagem "weheartit")

sexta-feira, 15 de março de 2013

Bem, esse vai ser um texto teste pra coluna, pra vocês verem mais ou menos como vai ficar e tal. Vou postar uma crônica que escrevi por esses dias e espero que curtam!

"Eu tava morando no seu coração, de aluguel talvez. Tinha que pagar com lágrimas e pensamentos tortuosos. Você não se importou em ocupar o meu, só dizia algumas palavras mágicas e vazias, vazias de sentimentos, de justificativas. Eu era uma inquilina preocupada, sempre tentando consertar os defeitos do coração, guardando os sentimentos ruins em gavetas, trancadas. Mas você quis teu coração de volta, quis tua liberdade, e quando sai, tu não me pediu pra ficar, não me pediu pra pagar com sorrisos. Você me deixou sozinha, e por um tempo absurdamente considerável e doloroso. Catei meus sentimentos do teu coração, e te devolvi. Sai sozinha, e te deixei aberto a novos amores, a pessoas perfeitas. É torturante pensar que você pode ser feliz sem mim, e todos aqueles 'eu te amo' de ti pra mim, me parecem ainda mais vazios de amor e transbordantes de mentiras.

Bem gente, esses textos dos "pensamentos soltos" são de nossa autoria, então se forem postar em outros lugares, creditem. A imagem eu achei no Google, se for sua, me avise. O que acharam do texto? comentem!

segunda-feira, 4 de março de 2013

Me devolve o coração!


Depois de ir na tua casa diversas vezes, pegar livros, CDs, e sempre tentando encontrar uma desculpa nova pra ir te ver, agora encontrei a desculpa perfeita: vim buscar meu coração. Ele tá cansado de ser chutado, maltratado e usado por você, pelos seus caprichos e vontades. Ele quer bater novamente por alguém, quer ser cuidado, quer ser amado, ou ter paz e calmaria. Você esgotou o coitado com as suas intensidades, os seus excessos.Agora, ele só quer amor.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Mais um da série 'Pensamentos soltos'


Estava sentada, bêbada e patética ao lado dele. Jorravam palavras vazias de noção. Você olhava pro vazio, talvez pensando o quão louca e auto destrutiva eu era. Você disse que me amava, eu ainda duvidava disso. Não me achava digna do seu amor. Quando andei ao seu encontro, senti várias sensações em segundos. A bebida me bagunçava os sentidos, mas a consciência do nosso amor, tinha certeza da felicidade que você me trazia. Eu queria ser isso pra você; ser amor, felicidade, como você é pra mim; você é aquele calor que acalma o peito, aquele sensação de nossa casa.

Imagem: weheartit
Texto: Bárbara Carvalho

domingo, 27 de janeiro de 2013

Quando não se tem pra onde ir


As ruas pareciam mais frias e assustadoras quando nelas não havia ninguém para me levar para casa. As dores adormecidas, acordavam e me perfuravam a alma, as lágrimas vinham nos olhos, e a saudade ardia no peito. Embora não fosse bem vinda em lugar algum, fantasiava um abraço apertado, um beijo no rosto, e uma simples conversa: 'como está? como anda a vida? o que tem feito?' não estou bem, a vida tem brincado de ser malvada comigo, ela brinca assim comigo há muito tempo. As coisas andam ruins, cada dia que passa, vou me esvaziando de amor, e me enchendo de solidão. Tenho me sentido meio inútil, meio inconveniente sabe? os sorrisos não me rodeiam mais. O que aconteceu? Aonde está a compreensão? O carinho, o abraço? Aonde estão as palavras acolhedoras e esperançosas pra acalmar minha alma?

Imagem: Melina Souza
Texto: Bárbara Carvalho

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Mais um da série 'Pensamentos Soltos'


A sua indiferença golpeava meu peito. Suas palavras eram repletas de silêncio, um silêncio duro e frio. Sei que parece ser egocentrismo, mas é só carência. É medo da solidão, da rejeição, tantas vezes já enfrentada. Sei que não sou fácil de entender, me tranco no meu mundinho e jogo a chave fora, me perco em textos jamais escritos, em situações jamais vividas, mas preciso de alguém pra se trancar no meu mundo junto comigo, e que depois possa me puxar de volta, senão fico por lá mesmo.

Imagem: Melina Souza
Texto: Bárbara Carvalho

O preço de uma chamada

Não, não vou falar sobre operadoras, promoções ou algo assim. Só queria saber se sou a única que fica nervosa quando esta fazendo uma ligação. Meu coração acelera, minhas mãos tremem. Eu vou ficando mais  tensa a cada toque da chamada. Não sei o que vou encontrar do outro lado da linha. Se vai ser uma voz alegre e acolhedora, ou alguém distante e indiferente. As vezes acho que uma simples ligação pode me destroçar inteirinha. Meu coração tá cansado de guerra, não aguenta o tranco, é só dar uma sacudida e ele desmancha inteirinho. Tadinho, já aguentou tanto, mas infelizmente ou felizmente sempre há um limite pra tudo. Você nunca vai aguentar muita coisa pra sempre, você enfraquece, nem que seja por um momento. Você vai precisar de uma pausa. E uma das coisas que mais machucam são palavras. Machucados saram, mas as palavras ferem a alma, e permanecem na memória. Palavras mudam o sentido da vida. Você pode se tornar solitário, ou ganhar uma companhia. É ironico coisas tão pequenas mudarem uma coisa tão grandiosa assim como uma vida.



Imagem: Melina Souza
Texto: Bárbara Carvalho
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