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domingo, 14 de julho de 2013

Rir

Solta aquela tua risada
Que é capaz de modificar todas coisas
Engole esse choro
Que não muda nada

Ri dessa circunstância "contrária"
E lembra-te que ela é concreta
Que contrário és Tu
Que contraria tudo
Que contraria o mundo.

Tá vendo ali?
A felicidade não existe!
Sorri apenas, pois a vida é curta
Mas vai devagar, pois a perna encurta –
Mentira tem perna curta.

Pois, então, acorda pr'essa realidade
Realiza depressa essa verdade
Do que queres, do que podes – o que conseguires!

Ri feito um louco
Ri para o nada
Deixa rirem de tu
Deixa rirem sem tu
Ri feito um porco
O efeito é pouco
Mas não deixa de rir –
Não deixes de repartir.


Recordes, mas não se lembre
Do que te faz mal –
Ou o mal quem faz é ti a ti mesmo?
O mesmo problema é o semblante
Oras, faz um implante!
Te apaixona pela vida
Dança da chuva na avenida
Nessa corrida vale descansar
Às vezes até apelar –
Mas vai devagar!

Sorria pra enxergar as flores do caminho
Sorria e pisa bem no espinho
Sorri, que faz bem pro coração
Ri até secar o pulmão
Daquelas lágrimas tolas
Que te fizeram rolar
Por aquilo
Que já nem queres lembrar

– Hahaha!

Vou viver, digo: rir,
até não mais aguentar.


(Matheus Marques)
Essa é uma das poesias que mais gosto do meu colega de sala, Matheus. O que acharam?

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