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domingo, 21 de julho de 2013

Amsterdã Blues

Amsterdã Blues, obra que marca o início da carreira do holandês Arnon Grunberg como escritor, é traduzido diretamente do holandês, tornou-se imediatamente um best-seller com a venda de 70 mil exemplares na Holanda, em 1994, quando o autor tinha apenas 22 anos.
Com narrativa ágil e linguagem contemporânea, Amsterdam Blues é uma novela picaresca em que situações trágicas são retratadas com humor. O protagonista Arnon Grunberg – que tem o mesmo nome do autor – é um jovem de origem judaica que passa seus dias em bares, gasta suas economias com prostitutas e tem de lidar com seu primeiro amor e, ao mesmo tempo, com o pai doente que, preso a uma cadeira de rodas, insulta a enfermeira.
A partir da metade desta história com tantos elementos autobiográficos, contada pelo seu autor em bares e em cartas para amigos, antes de ser publicada, esperamos que Arnon se emende, tenha algum tipo de alegria e siga adiante com a vida. Em vez disso, ele permanece ensimesmado do começo ao fim, criando um retrato estático de uma Amsterdã anônima.
 

Amsterdã Blues foi um livro que me interessei unicamente pelo título, que traz consigo o nome de uma cidade maravilhosa, e que eu sonho com o dia em que poderei conhecê-la. E assim, sem ler sinopse nem nada, eu iniciei uma leitura conturbada e um tanto frustrante e, com um pouco de esforço, consegui chegar às últimas páginas para dizer que foi uma experiência decepcionante.

O livro tem algumas características que me agradaram, portanto não foi todo decepção, mas a questão é que o autor apela bastante por uma linguagem xucra, um tanto trágica e cínica. Eu gosto de literatura  tragicômica, não dá para negar, mas, com exceção de algumas partes, o livro tornou-se um tanto parado, chato, e que interferiu bastante no enredo.

Arnon Grunberg é autor/personagem e conta em seu livro as mais absurdas experiências de sua juventude, desde sua frustrada infância com sua família judaica à conturbada e badalada maioridade. O personagem, expulso da escola, procura satisfazer a sua pacata vida se aventurado pelas noites de uma Amsterdã anônima. A sua situação não muda quase nada, do começo ao fim da história, permanecendo sempre na mesmice de uma vida trágica e pitoresca, dando à Amsterdã um caráter estático e desprezível.

Para você que sempre aguarda um final feliz e gosta de se surpreender com uma história, Amsterdã Blues não é uma obra nem de longe indicada, pois não se encaixa nessas características. Pelo contrário, é um livro que não procura atender às expectativas do leitor, que faz piada com a tragédia, e que, concomitantemente, nos deixa um novo significado para a maioridade e o amadurecimento.




domingo, 30 de junho de 2013

4 de Julho


Oi gente?! Como vocês passaram de feriado? Eu sei, eu sei... Faz tempo que não tem resenha né?! Mas felizmente vim falar de um livro que gostei bastante e que, na verdade, já esperava muito dele. Trata-se de 4 de Julho, o mais aclamado livro do autor norte-americano de suspenses policiais, James Patterson. 

Lindsay Boxer é uma policial exemplar. Chefe do Departamento de Homicídios da Polícia de São Francisco, a tenente recebeu várias medalhas e menções honrosas durante seus 10 anos de serviço. Ao fim de um cansativo dia de trabalho, Lindsay se encontra com Claire Washburn e Cindy Thomas num bar. As três amigas compõem o Clube das Mulheres contra o Crime, grupo que tenta solucionar os casos ocorridos na cidade. Após alguns drinques, a tenente recebe uma ligação do inspetor Warren Jacobi. Ele acaba de localizar um veículo suspeito, visto na cena de um crime. Em poucos minutos Lindsay está no carro de Jacobi, cruzando a cidade na cola de um Mercedes preto. Depois de uma longa perseguição, a abordagem policial acaba fugindo do controle. Os dois adolescentes que estavam no carro reagem, descarregando suas armas contra a dupla de policiais. A tenente atira em legítima defesa, mas o resultado é uma menina morta e um garoto tetraplégico. Lindsay é acusada, entre outras coisas, de má conduta profissional e se vê num lugar que nunca imaginaria ocupar: o banco dos réus. Será o fim do Clube das Mulheres contra o Crime? A jovem advogada Yuki Castellano conseguirá provar a inocência da tenente? Enquanto aguarda o julgamento, Lindsay decide passar uma temporada em Half Moon Bay. Mas a pacata cidade vem sendo palco de crimes brutais e a polícia parece não fazer nada. Mesmo de licença e fora de sua jurisdição, a tenente resolve investigar os assassinatos, com a ajuda de Claire e Cindy. Para sua surpresa, ela encontra ligações entre aquelas mortes e um caso ocorrido 10 anos antes, que ainda é uma mancha em sua carreira. O Clube das Mulheres contra o Crime é uma das melhores séries de suspense de todos os tempos. Escrito de maneira ágil e envolvente, 4 de Julho comprova por que os livros de James Patterson sempre chegam ao topo das listas de mais vendidos nos países onde são publicados. 
                              
Não vou falar muito sobre a minha opinião, porque basicamente o livro é o que vocês leram na sinopse. O que posso afirmar é que, sem dúvidas, adorei toda a história e, claro, a sua surpreendente conclusão, digna de tantos fãs e de tantos exemplares de livros vendidos em todo o mundo. O que mais prendeu a minha atenção no livro foi a acessibilidade e desenvoltura da escrita de Patterson, é um livro aparentemente simples, mas que tem muito a revelar. Além de ser basicamente uma investigação criminal, a história vai muito além, abrangendo temas como a vingança, a justiça e as emoções humanas. O livro é o primeiro da série O Clube das Mulheres contra o crime e devo admitir que é também o primeiro livro do autor que já li, mas não pensem que li o primeiro, gostei, e parou por aí, pois já estou com todos os outros livros da série, apenas esperando a hora certa pra "devorá-los". E vocês? Alguém ai já conhecia James Patterson?

James Patterson deixa recado para fãs brasileiros: http://www.youtube.com/watch?v=DykDaaNuqOM


Leia trecho do livro e mais informações:
  


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Capitães da Areia



"Clássico absoluto dos livros sobre a infância abandonada, Capitães da Areia assombrou e encantou gerações de leitores e permanece hoje tão atual quanto na época em que foi escrito. A história crua, comovente, dos meninos que moram num trapiche abandonado e vivem de pequenos furtos e golpes causou impacto desde o lançamento, em 1937, quando a polícia do Estado Novo apreendeu e queimou inúmeros exemplares do livro. Longe de manifestar piedade por suas pequenas criaturas, Jorge Amado as retrata como seres dotados de energia, inteligência e vontade, ainda que cercados pelas condições sociais hostis em que estão inseridos. Com sua prosa repleta de verve e humor, o escritor baiano nos torna íntimos de cada um desses personagens e nos contagia com sua obstinada gana de viver."

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Meninos. Crianças abandonadas, entre oito e dezesseis anos que moram num velho trapiche no cais de Salvador, a "cidade da Bahia". O que mais me comoveu nesse livro foi a vida dos meninos de rua, não só a dos Capitãs da Areia, mas a situação de todos os meninos de rua de todas as gerações, o livro abrange uma temática universal e bastante atual. Jorge Amado presenciou de perto a situação dos meninos de rua para desenvolver esse incrível livro, foi dormir em um trapiche, contribuindo para a riqueza de detalhes e veracidade presentes na história.
Além do mais, a história, muito comovente por sinal, é realística e deixa explícita uma mensagem ideológica, sobretudo no desfecho, de questão social "pobre x rico" e a profunda diferença entre essas duas classes. A luta de classes. E não é a toa que os meninos do cais de Salvador, "sem pai, sem mãe, sem mestre", são o símbolo da marginalização e exclusão social.
Essa crianças além de sofrerem sérios preconceitos pela classe dominante, inclusive a indiferença das autoridades, carecem de amor, ternura e carinho, que somente serão proporcionadas por uma família. O autor enfatiza o sentido melodramático de pureza infantil. Para encobrir essa sede por atenção, essas crianças buscam de várias maneiras, sendo através do roubo, da pederastia ou da religiosidade "fugir" da realidade selvagem.
A violência é retratada como o meio que os pequenos marginais encontram para sobreviver, e com tanta brutalidade e realidade, Jorge Amado dá a história um fundo de reflexão para que nós, classe média, possamos tomar uma posição quanto a indiferença da sociedade, opressiva, em relação àqueles que vivem à margem da violência, do desafeto e que muitas vezes não têm a oportunidade de realizar seus menores sonhos, mas simplesmente tidos como marginais.

É impossível não rir, se chocar e se emocionar ao mesmo tempo com a história dos Capitães da Areia e seu líder Pedro Bala. Um livro que me pegou de surpresa, porque eu realmente não esperava que ele tivesse tamanho impacto no meu modo de pensar e de ver as crianças de rua sobre outro ângulo. Um livro que merece ser lido por qualquer pessoa que não aceita a realidade das crianças de rua e que anseia por igualdade e uma realidade melhor.



sexta-feira, 31 de maio de 2013

Inferno, de Dan Brown

Quem é fã de Dan Brown levanta a mão! Eu!!! E não é à toa que venho vos falar sobre o novo lançamento da Editora Arqueiro, um livro nada mais, nada menos, desse autor espetacular, que cujo nome é Inferno. 
No meio da noite, o renomado simbologista Robert Langdon acorda de um pesadelo, num hospital. Desorientado e com um ferimento à bala na cabeça, ele não tem a menor ideia de como foi parar ali.
Ao olhar pela janela e reconhecer a silhueta do Palazzo Vecchio, em Florença, Langdon tem um choque. Ele nem se lembra de ter deixado os Estados Unidos. Na verdade, não tem nenhuma recordação das últimas 36 horas.
Quando um novo atentado contra a sua vida acontece dentro do hospital, Langdon se vê obrigado a fugir e, para isso, conta apenas com a ajuda da jovem médica Sienna Brooks.
De posse de um macabro objeto que Sienna encontrou no paletó de Langdon, os dois têm que seguir uma série inquietante de códigos criada por uma mente brilhante, obcecada tanto pelo fim do mundo quanto por uma das maiores obras-primas literárias de todos os tempos: A Divina Comédia, de Dante Alighieri.

Então, como vocês já devem ter percebido, o livro é uma aventura inspirada no romance de Dante Alighieri, A Divina Comédia, um clássico e complexo livro que sempre fez sucesso e gerou muitas críticas e, claro, não poderia passar despercebido por Dan Brown e seu aclamado professor fictício Robert Langdon.
Ainda não li o livro, mas o que posso dizer à vocês é que pela grande tiragem inicial de exemplares no Brasil e apenas pela sinopse, é evidente que o livro segue o mesmo caminho de sucesso das outras obras do autor.
A capa é maravilhosa, simplesmente adorei! Como sempre, entalhada por simbologia, atraindo bastante atenção. 


O livro foi lançado no dia 24  deste mês pela editora Arqueiro, com 448 páginas, custando inicialmente R$39,90.

















sábado, 25 de maio de 2013

Meta Literária 2013

Desde o início do ano idealizo uma meta literária para este ano, porém como minha leitura é um pouco enrolada devido aos estudos, ainda não tive a oportunidade de organizar todos os livros que já li  e que vou ler neste ano, até agora. Então vou iniciar uma série de posts e resenhas sobre livros que li e que leio. Bom, pra começar vou falar de alguns livros que li recentemente, mas que ainda não fiz resenha aqui no blog...

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O Poder dos Quietos é um livro informativo, rico em  pesquisas e  experiências adquiridas  pela própria autora, que se julga introvertida. Sobre o quê? Pessoas tímidas. Não apenas sobre os tímidos, mas sobre as qualidades e o poder que exerce os tímidos e introvertidos no meio social e em "um mundo que não para de falar". Um livro que fala sobre a auto-aceitação e que me identifiquei bastante. Ao lê-lo descobri que eu não devo mudar meu jeito quieto ou como sou, mas que as pessoas extrovertidas devem respeitar o silêncio e a individualidade de quem, às vezes,  prefere a solidão.  Se você já cansou de ouvir " Deixa de ser anti-social" eu acho que você deve ler.

O Solista é um livro divino. Porque ele narra de forma magnífica uma experiência própria do autor, ou seja, é inspirado em fatos. Nathaniel Ayers é um talentoso músico que, devido a escrisofenia, vive nas ruas. Mas, não por isso deixa de ser feliz  e nunca abriu mão de seu amor a música. A partir do momento que o jornalista Steve Lopez o conhece, os dois compartilham de uma amizade verdadeira e inicia uma luta pela recuperação de Nathaniel como músico. Para quem não sabe, existem documentários na internet sobre o caso de Nathaniel, além de uma adaptação para os cinemas com Jamie Foxx e Robert Downey Jr.

Vidas Secas, de Graciliano Ramos, foi um dos livros solicitados para leitura pelo meu colégio. Não tem como não se interessar pelo livro, dado o contexto em que ele foi escrito e a referência ao autor. Vidas Secas foi publicado em 1938, narrado em terceira pessoa, aborda uma família de retirantes do sertão brasileiro, sendo a sua vida sub-humana condicionada diante de problemas sociais como a seca, a pobreza, e a fome, e, consecutivamente, no caleidoscópio de sentimentos e emoções que essa sua condição lhe obriga a viver, ao procurar meios de sobrevivência, criando, assim, uma ligação ainda muito forte com a situação social do Brasil hoje.


Menino de engenho (1932), o romance de estreia de José Lins do Rego, é uma ficção com fortes traços memorialistas sobre a infância e a primeira adolescência do narrador, inspirado no mundo rural do Nordeste. O livro faz parte do "ciclo da cada-de-açúcar", com temáticas do modernismo e regionalismo. Além de remontar aos seus "Verdes anos" o autor preocupou-se em transpor os fatos reais do panorama da época para o plano artístico em uma perspectiva nacionalista, objetivando a modernização e renovação da literatura brasileira, fato esse que se concretizou a partir da Semana de Arte Moderna.



Não imaginava, de maneira alguma, que Stephenie Meyer fosse capaz de desenvolver uma estória tão madura e impressionante como esta. Há quem defenda Crepúsculo, mas não acho que essa saga seja tão boa como dizem, desculpem fãs, mas é uma merda uma saga muito superficial, embora tenha suas características "positivas". A Hospedeira teria cem por cento de perfeição se não fosse seu início entediante, porém não deixa de ser um romance distópico de tirar o fôlego. A forma como Meyer descreve os lugares e os personagens é surreal, uma narrativa simples, porém rica em detalhes, transforma o que poderia ser frustrante em um enredo magnifico. 

Juro que quando vi de relance a capa do livro achei que o conteúdo fosse tão frívolo quanto.  Mas não foi o que aconteceu. Adorei a estória e os personagens, a forma obscura como a autora, Stacey Jay, recria Romeu e Julieta, trazidos para os dias atuais. Segredos, mistérios e surpresas envolvem este poderoso romance em que o casal mais famoso da literatura mundial tem a chance de contar sua verdadeira história.

O Grande Gatsby é um clássico norte-americano do escritor da Era do Jazz, F. Scott Fitzgerald (1896-1940). Nenhum de seus livros foi capaz de captar o espírito da época como O Grande Gatzby. Entre a música e a vida extravagante da década de 1920, a saga de Jay Gatsby, o personagem milionário e apaixonado, reproduz uma ideia comum a toda a sua obra: o sonho americano, mais que uma realização, pode ser frustrante. Gostei bastante do livro e a obra está ganhando uma nova adaptação para os cinemas, com Leonardo DiCaprio que tem estreia prevista para 7 de junho e, claro, vai ter resenha aqui no blog.

Enfim, fiquem de olho nas próximas resenhas do Meta Literária, já vou avisando que ainda tem bastante livros para resenhar. O que acharam? Até o próximo post. =D







domingo, 19 de maio de 2013

2 Séries de Matar!

Hey guys! Vocês devem saber que tenho uma queda pelo suspense, pela morte, pelo trágico e pela psicopatia (Não se assustem! Apenas como forma de estudo!), e não é surpresa que essas duas séries, nas quais vou falar,  tenham ganhado minha atenção. 


                   *NÃO contém spoilers. 
The Following  é uma série de televisão dramática norte-americana, criada por Kevin Williamson. Protagonizada por Kevin Bacon, estreou em 21 de janeiro de 2013 na Fox, também contando com James Purefoy, Shawn Ashmore e Natalie Zea no elenco. A série parte da premissa de um agente do FBI, Ryan Hardy, que investiga um criminoso que usa a tecnologia para criar uma rede de serial killers. Começou a ser exibida no Brasil a partir de 21 de fevereiro de 2013, pelo canal por assinatura Warner.



É uma série que equilibra o suspense, com investigação e romance. Sim, romance. Pode-se dizer que uma seita esotérica  é formada, tendo como líder o professor de literatura Joe Carrol, o principal antagonista e um poético assassino em série que criou um grupo de assassinos através da internet e de amistosas visitas de seus "seguidores" enquanto estava preso. Joe é um verdadeiro "fá" de Allan Poe e inspirado na "Arte da insanidade", transforma seus poemas em seu estilo assassino. Para escrever seu livro, Carrol conta com a ajuda de vários psicopatas anônimos e transforma o investigador da FBI, Ryan Hardy, em seu personagem principal.


O que mais posso dizer sobre The Following, além de que a série é espetacular? Seus personagens únicos, ajudam a transformar a estória no que, positivamente , é viciante. Cada episódio conta com um acontecimento, uma morte, um assassinato, muito bem ensaiado. Joe Carrol é o personagem mais paradoxal, além de Emma, Jacob, Paul que tornam tudo ainda mais feliz (haha). Até agora, só tem a primeira temporada completa (15 episódios), a segunda temporada está prevista para ano que vem. Para quem gosta de uma bom investigação, essa é a série certa!


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Hannibal é uma série americana de suspense, desenvolvida por Bryan Fuller para a NBC . A série é baseada nos personagens e elementos que aparecem no romance Dragão Vermelho de Thomas Harris e enfoca a relação de amizade entre o investigador especial da FBI Will Graham e Dr. Hannibal Lecter , um psiquiatra forense destinado a se tornar o inimigo mais astuto de Graham. A série recebeu uma ordem de 13 episódios para sua primeira temporada e, ao contrário da maioria dos programas de rede dos EUA, quaisquer futuras temporadas também contará com 13 episódios. David Slade executou, produziu e dirigiu o piloto. A série estreou na NBC em 04 de abril de 2013. Cada episódio tem o nome de um elemento da cozinha francesa . 

Só em ver as imagens do elenco, fica claro a qualidade da produção de Hannibal. A série, obviamente, é baseada no Dr. Hannibal Lecter, aquele canibal de Silêncio dos Inocentes que todo mundo já ouviu falar. Assim como os filmes de Hannibal, que, claro, ficaram para a história, a série também tem muito a oferecer. Não se iludam achando que este psicopata é comparável com Anthony Hopkins, porque não é. Na verdade eu até achei o novo Hannibal (Mads Mikkelsen) um pouco fraco para o personagem, mas vai me entender. Porém a série não deixa de ser maravilhosa, tão boa quanto The Following, mas cá entre nós, ainda é melhor. 
Will Graham, esse cara da imagem abaixo, é o detetive e personagem "chã" da série, porque ele possui um estilo próprio para investigar os assassinatos, ele se adequou muito bem ao papel e simplesmente me surpreendi com a sua atuação. 
A série não só envolve o canibalismo, mas toda uma análise comportamental, e como vocês podem deduzir, Hannibal é o doutor e Will é o paciente, e ele o ajudará a desvendar os mais complexos e assustadores assassinatos em série. 
Outra coisa que eu gostei muito foi o detalhismo presente em cada episódio, inclusive em seus títulos, cada nome fazendo referência a um prato francês, o que tem tudo haver dado ao paladar nada mais, nada menos, excêntrico do Dr. Hannibal.


   
Enfim, não deixem de assistir Hannibal! A série ainda está no oitavo episódio da primeira temporada, então ainda dá pra acompanhar tranquilamente. Tenho certeza que se você gostou de Silêncio dos Inocentes, também vai gostar dessa magnífica série.




Trailers:


The Following


Hannibal


terça-feira, 30 de abril de 2013

Anna Karenina - O Filme



Há alguns meses foi lançada a quinta adaptação para o cinema do romance do escritor russo Liev Tolstói, publicado entre 1873 e 1877. É uma das obras-primas do autor, ao lado de Guerra e Paz.
Anna Karenina é um filme fiel à realidade da época, com seu elenco bem escolhido (Keira Knightley, Jude Law, Aaron Taylor-Johnson), uma trilha sonora magnífica e um figurino de deixar qualquer um boquiaberto.


Sinopse
A trama gira em torno do caso extra-conjugal da personagem que dá título à obra, uma aristocrata da Rússia Czarista que, a despeito de parecer ter tudo (beleza, riqueza, popularidade e um filho amado), sente-se vazia até encontrar o impetuoso oficial Conde Vronski.
No decorrer da obra, também são tratadas questões importantes da vida no campo na Rússia da época, onde algumas personagens debatem a respeito das melhores maneiras de gerir suas propriedades de terras, bem como o tratamento com os camponeses, então chamados de mujiques.
Século XIX. Anna Karenina (Keira Knightley) é casada com Alexei Karenin (Jude Law), um rico funcionário do governo. Ao viajar para consolar a cunhada, que vive uma crise no casamento devido à infidelidade do marido, ela conhece o conde Vronsky (Aaron Johnson), que passa a cortejá-la. Apesar da atração que sente, Anna o repele e decide voltar para sua cidade. Entretanto, Vronsky a encontra na estação do trem, onde confessa seu amor. Anna resolve se separar de Karenin, só que o marido se recusa a lhe conceder o divórcio e ainda a impede de ver o filho deles.

O filme dirigido por Joe Wright e perfeitamente estrelado por Keira Knightley, que apareceu com trajes de época e muito bem produzida, interpretando a famosa Anna Karenina, mostra-se estritamente fiel a realidade da época, porém não foca tanto no contexto da Rússia Czarista como no romance proibido de Anna e o Conde Vronski, chegando a ser até mesmo melodramático e esse foi o grande "pecado" do enredo.
Anna aparece na maioria das cenas ou chorando, ou envolvendo-se sexualmente com seu amante. Pelo o que percebi o resultado nas telonas agradou aos espectadores, a mim nem tanto. O filme tinha tudo para ser magnífico: os atores certos, o figurino certo, uma ótima produção, porém uma falha inconcebível no enredo.
 Bom, ainda não tive a oportunidade de ler o romance, mas não tenho dúvidas quanto a sua ótima qualidade. Existem outras adaptações para o cinema, esta não é a primeira, porém percebi que é a mais detalhista e não é atoa que neste ano ganhou o Oscar de Melhor Figurino. Também foi indicado a Melhor Fotografia, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Direção de Arte.






Como podem perceber a direção foi prudente no figurino dos personagens e no quesito artístico.









"Há tantos romances como há corações"

Liev Tolstói

















Trailer:










quarta-feira, 24 de abril de 2013

Sombras da Noite (Stephen King)


Stephen King reúne aqui 19 de seus mais inquietantes contos- relatos de acontecimentos bizarros e atos impensáveis, surgindo daquela região crepuscular onde ruídos nas paredes e sombras perto da cama prenunciam algo terrível que ronda à solta. Os cenários são familiares e acima de qualquer suspeita - um colégio, uma fábrica, uma lanchonete rodoviária, uma lavanderia, um milharal.
Mas no mundo de Stephen King, qualquer lugar pode servir como território sobrenatural. Só é necessária uma hora propícia da noite e a distração das vitimas. Alguns desses clássicos inspiraram filmes memoráveis: As Crianças do Milharal (Colheita Maldita) O Homem do Cortador de Grama (O Passageiro do Futuro), A Máquina de Passar Roupa (Mangler: O Grito de Terror) e Às Vezes Eles Voltam.

Stephen Edwin King (Portland, 21 de setembro de 1947) é um escritor norte-americano, reconhecido como um dos mais notáveis escritores de contos de horror fantástico e ficção de sua geração. Os seus livros venderam mais de 350 milhões de cópias. Seus livros foram publicados em mais de 40 países e muitas das suas obras foram adaptadas para o cinema. É o nono autor mais traduzido no mundo .
Embora seu talento se destaque na literatura de terror/horror, escreveu algumas obras de qualidade reconhecida fora desse gênero e cuja popularidade aumentou ao serem levadas ao cinema, como nos filmes Conta Comigo, Um Sonho de Liberdade (contos retirados do livro As Quatro Estações),Christine, Eclipse Total,Lembranças de um Verão e À Espera de um Milagre.
O seu livro, The Dead Zone, originou a série da FOX com o mesmo nome. O próprio King já escreveu roteiros de episódios para séries, como Arquivo X, em que ele escreveu o roteiro do episódio "Feitiço", da quinta temporada.

Contos reunidos no livro:

Os contos variam muito de qualidade. Como disse o próprio autor no prefácio do livro, esses contos despertam maior interesse naquele tipo de pessoa que para na estrada para observar um acidente de carro e faz questão de ver o estrago.  De acordo que a leitura avança percebi que há uma relativa melhora nas histórias, cada conto tem  suas próprias características que vai desde o terror sobrenatural aos terríveis e improváveis acontecimentos ocorrentes aos seus personagens. Gostei bastante de alguns, porém achei outros totalmente sem graça, de forma que faço uma divisão daqueles que gostei e dos que não gostei:

Gostei: Jerusalem's Lot;  Último Turno; O Bicho-Papão; Às Vezes Eles Voltam; Primavera Vermelha- (minha preferida!); Ex-Fumantes Ltda; Eu Sei do que Você Precisa; As Crianças do Milharal; O Homem que Adorava Flores.
Não gostei: Ondas Noturnas; Eu Sou o Portal; A Máquina de Passar Roupa; Massa Cinzenta; Campo de Batalha; Caminhões; O Ressalto; O Homem do Cortador de Grama; O Último Degrau da Escada; A Saideira; A Mulher no Quarto. 

Obs.: Night Shift (publicado em língua portuguesa como Sombras da Noite) foi o primeiro livro de contos do americano Stephen King. O livro é considerado por muitos a melhor coletânea de contos que King já escreveu. O livro possui 20 contos, e muitos deles já foram adaptados para as telonas, incluindo As Crianças do Milharal que foi adaptado sob o nome de Colheita Maldita e já gerou 7 filmes.

Baixe o livro em PDF (clicando aqui).




quarta-feira, 17 de abril de 2013

Trailer de "Em Chamas"



Neste último domingo (14), os fãs de todo o mundo de Jogos Vorazes abalaram-se com o lançamento do trailer de Em Chamas, o segundo filme da trilogia baseado na obra de Suzanne Collins, que tem estreia prevista para dia 22 de novembro deste ano. O trailer foi exibido pela primeira vez pela MTV Movie Awards e logo depois lançado para a Web.


Divulgado pelo estúdio Lionsgate, o trailer de Em Chamas foi aguardado com muita ansiedade pelos admiradores da saga. Nesse filme dirigido por Francis Lawrence, os personagens principais, Katniss e Peeta (Jennifer Lawrence e Josh Hutcherson) são os principais instigadores de uma revolta sangrenta que acontece entre grupos de insurgentes de alguns distritos, insatisfeitos com o poder absoluto da Capital que tem como líder, assim como toda Panem, o Presidente Snow (Donald Sutherland). Como resposta à insubordinação, mesmo que indireta, de Katniss e Peeta à Capital e para conter o avanço dos distritos, a 75ª edição dos Jogos Vorazes cai em um Massacre Quaternário, que estabelece que os vencedores das edições anteriores dos Jogos Vorazes serão os novos tributos e a partir daí só lendo o livro para entender. :D
Sinopse:  Depois da improvável e inusitada vitória de Katniss Everdeen e Peeta Mellark nos últimos Jogos Vorazes, algo parece ter mudado para sempre em Panem. Aqui e ali, distúrbios e agitações dão sinais de que uma revolta é iminente. Katniss e Peeta, representantes do paupérrimo Distrito 12, não apenas venceram os Jogos, mas ridicularizaram o governo e conseguiram fazer todos - incluindo o próprio Peeta - acreditarem que são um casal apaixonado. A confusão na cabeça de Katniss não é menor do que a das ruas. Em meio ao turbilhão, ela pensa cada vez mais em seu melhor amigo, o jovem caçador Gale, mas é obrigada a fingir que o romance com Peeta é real. Já o governo parece especialmente preocupado com a influência que os dois adolescentes vitoriosos - transformados em verdadeiros ídolos nacionais - podem ter na população. Por isso, existem planos especiais para mantê-los sob controle, mesmo que isso signifique forçá-los a lutar novamente.


O TRAILER:

O que apareceu: A revolta dos distritos; O beijo de Katniss e Gale; A surra de Gale; A insatisfação do Presidente Snow e a conversa dele com Plutarch (Philip Seymour Hoffman); O incidente no distrito 11, etc.
O que não apareceu: A Arena (acho que não colocaram a Arena só pra aumentar a ansiedade e curiosidade dos fãs, isso é injusto, haha), os tributos, Finnick Odair (Sam Claflin), a relação de Katniss e Peeta etc, etc.

E ai pessoal, o que acharam do Trailer? O que faltou? Quais as expectativas para o filme? Quem ainda não assistiu ao trailer, aqui está ele legendado:





I volunteer as tribute!



terça-feira, 16 de abril de 2013

A mente da gente


Ah! Se eu pudesse mudar certos conceitos e atitudes humanas, eliminar a histeria de muitos e compreender a mente da gente. Dessa gente que mente. Ah! Se eu pudesse desvendar e controlar meus “fantasmas” interiores. Transformar essa gente que se esconde atrás de suas próprias “máscaras”, atrás dos seus medos e defeitos, cheias de si mesmas, egocêntricas e egoístas. Se pudesse, ainda acabava com o tédio global, com a mesmice de cada dia que persegue a todos. E tornaria essa gente, pessoas felizes, generosas, solidárias, e acima de tudo esperançosas.
Como estagiário em um manicômio, deveria manter a calma, e sobretudo a paciência, é certo que era apenas meu segundo dia, mas a cada minuto que passava, minha mente se apertava, e queria de alguma maneira entender o porquê da mente humana e do ser humano em si ser tão complexo. Observando a triste realidade ao meu redor, me perguntava se estava certo de que queria passar toda a minha vida estudando um ser tão difícil e tão miserável. Afinal, a psiquiatria  sempre foi uma das artes mais difíceis, a arte do poder da mente.
Viajando no meu mundo, no qual apenas eu sou o autor, e personagem principal, e onde a todo o momento surgem improvisos para o “teatro” da vida, me sinto seguro, e tão livre a ponto de pensar tolices, de questionar o inquestionável, e de sonhar. Então me pus a sonhar.
Sonhar. Este ocupa a minha mente, durante quase todo tempo, não só a minha, mas de toda essa geração de covardes e desumanos, a própria raça humana. Mas acredito que lá no fundo, no interior de cada “ser” exista bondade, todos somos bons e maus, porém devemos saber expressarmos e compartilharmos a bondade, e guardar, mas bem guardado a maldade.
Ah, se eu pudesse! Se eu pudesse ler a mente humana, desvendar os segredos melhor escondidos, decifrar as atitudes mais insanas e violentas dessa raça problemática, descobrir a cura para as loucuras da nossa mente, como as que presenciava naquele hospício, assim como as que algumas pessoas não só presenciam, como fazem parte das suas vidas, pois todos nós vivemos em um imenso manicômio global.
Toda a humanidade aterrorizou-se, como hoje, muitos fizeram parte de uma estória de terror. O maior genocida e sociopata de todos os tempos, Adolph Hitler, massacrou e dizimou milhares de pessoas, sentia prazer ao ver e participar da morte, ou do “assassinato” de milhares de judeus inocentes, a raça que mais sofreu durante toda história humana. Com os seus minuciosos discursos, extremamente calculista, conseguiu manipular a frágil mente da sociedade da época, e penetrou no inconsciente coletivo, formando verdadeiros psicopatas funcionais, autômatos de suas próprias mentes.
Ah, se eu pudesse entender a mente desses loucos, desses terroristas e mercenários, e de alguma forma, evitaria o destino cruel que tiveram várias raças e povos. Mas ainda é possível que cada um de nós possamos ser “humanos” o suficiente para evitar que esses tipos de carnificina humana ocorridos durante a história, não venha a ocorrer novamente hoje ou no futuro.
Somos nós loucos! Loucos que agem inconscientemente, apesar de sermos conscientes. Há tantos loucos no mundo. Há os loucos compulsivos; que compram e consomem incontrolavelmente, há também os que falam e agem sem pensar, tolos. Há aqueles mais perturbados, que matam e roubam. E há também os que estão cheios de conhecimento, e o transmite, porém acabam com mentes vazias, pois se deixam ser contaminados pelo caos social; além daqueles que possuem fama, dinheiro ou poder, mas os desperdiçam.
Decidi então que é melhor fazer, agir, e ter atitude, do que pensar ”Ah! Se eu pudesse...”. Se sou louco, porque não tentar entender um louco, se não ajo como um? Basta sabermos separar a realidade, do mundo imaginário. Se temos algo a fazer, que o façamos logo, se temos um objetivo, devemos ir em busca dele. O dever de cada um é viver e compartilhar um sonho. Se queremos que as pessoas mudem, que o mundo mude, temos que iniciar a mudança na nossa mente, na mente da gente, no modo de pensarmos e agirmos.

Aldrin

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Jack: O Caçador de Gigantes



Sinopse: Feijões - que não devem ser molhados de forma alguma - são dados a um fazendeiro chamado Jack (Nicholas Hoult). Obviamente, isto acaba ocorrendo e surge, então, um enorme pé de feijão que vai dar em um mundo de gigantes. Em meio a tudo isso, a princesa Isabelle (Eleanor Tomlinson) é sequestrada pelos gigantes e Jack se unirá ao Rei (Ian McShane) numa cruzada para salvar a jovem.



Quem nunca, quando criança, se fascinava ao ouvir a história de João e o pé de feijão, imaginando como seria aquele mundo fantástico descoberto pelo menino, e os gigantes, os objetos mágicos, e tudo o mais? Sem dúvidas é um história muito legal, mas quando digo que a história foi quase perfeitamente adaptada  aos cinemas, e que o resultado foi muito legal, pode acreditar que realmente o filme de ação "Jack: O Caçador de Gigantes" é mais do que qualquer um poderia imaginar (existem aqueles que acharam a adaptação horrível, mas cada um com a sua opinião).
O filme está em cartaz nos cinemas de todo o Brasil desde a semana passada(29 de março), e merecidamente já conquistou milhares de bilhetes vendidos. O filme estrelado por Nicholas Hoult (de Meu namorado é um zumbi), Eleanor Tomlinson e Ewan McGregor se destacou por  seus efeitos gráficos, também em 3D, porém rendeu muitas críticas negativas pelos expectadores, assim como positivas.
É notável para quem já assistiu ao filme, o abismo que existe entre o título e o enredo, dado que de caçador, Jack não tem nada, apesar de ter matado uns três gigantes. Os gigantes! Estes foram espetaculares, o detalhismo e realismo que os produtores do filme conseguiram embutir em cada um foi surreal, muito impressionante, eles foram o "tchã" do filme, que apesar do custo bastante elevado em sua produção:  US$ 189 milhões, não arrecadou o valor esperado, mesmo tendo uma grande audiência em todo o mundo.
O enredo de Jack: O caçador de gigantes, é bem diferente de João e o pé de feijão, a história é distorcida, criando elementos complementares que caíram bem, tendo, pra mim, um bom resultado. 
O filme é de ação, mas com um pouco de humor; a dublagem é horrível, portanto aconselho assisti-lo legendado; tem uma ótima produção, não sendo em vão o custo elevado; e acima de tudo, é bem diferente, tem um bom contexto e efeitos bem legais; portanto indico para quem ainda não o assistiu, ele é bem engraçado e nem um pouco monótono. Agora olhem essas imagens, extraídas de algumas cenas do filme:










trailer:

quarta-feira, 3 de abril de 2013

O Colecionador de Lágrimas


(Se você é fã de Hitler e seguidor das doutrinas nazistas, é recomendado que não leia este post.)

"Adolf Hitler, um austríaco tosco, rude, inculto, usou técnicas sofisticadíssimas de manipulação da emoção para se agigantar no inconsciente coletivo de uma sociedade à qual não pertencia, a Alemanha. É provável que fiquemos perplexos ao passearmos pela infância e formação da personalidade do adulto que se tornou um dos maiores monstros, se não o maior sociopata da história, mas ficaremos igualmente impressionados com a complexidade da sua mente e com o magnetismo social fomentado por ele e seus asseclas, em especial Goebbels, seu ministro de Propaganda. Antes de devorar os judeus, eslavos, marxistas, homossexuais, ciganos, maçons, Hitler usou estratégias ímpares para devorar a alma dos alemães, um dos povos mais cultos do seu tempo, portador provavelmente da melhor educação clássica."
Augusto Cury


Com um sucesso mundial, o best-seller "O Colecionador de Lágrimas", o mais recente romance de Augusto Cury, não só diverge de outras obras do autor, como também mescla romance, ficção, história e realidade, propondo uma análise profunda da mente humana e da humanidade em tempos de crise.

Augusto narra uma envolvente ficção, demonstrando os súbitos acontecimentos referentes ao professor de história, Júlio Verne, cujo sistema de ensino se difere dos outros professores. Júlio Verne provoca seus alunos a abandonarem a passividade de meros expectadores, e os instiga a raciocinar, levantando sempre que possível à discussão uma abordagem histórica profunda, que vai além dos fatos ocorridos, relatando as verdadeiras crueldades ocorridas durante o nazismo, levando em conta a doentia mente de Hitler que aproveitou-se da fragilidade econômica e social da época para penetrar no inconsciente coletivo, manipulando a mente das pessoas e tornando-as verdadeiras escravos funcionais.

No decorrer da história o professor Júlio Verne, que é casado e "loucamente" apaixonado pela psicóloga Katherine, passa a sofrer com terríveis pesadelos que de alguma forma "retornam" ao período e às atrocidades cometidas pelo nazismo. 
"Se, por um lado, suas aulas vão conquistando plateias cada vez maiores e diversificadas, por outro, o professor acaba incomodando e perturbando a ordem da universidade. E, inexplicavelmente, passa a sofrer perseguições de nazistas que parecem ter saído de um túnel do tempo." 

Beirando à fantasia Augusto Cury cria, de uma maneira bem empolgante e misteriosa, uma "linha do tempo" que intersecta o passado e o presente, almejando trazer um conhecimento histórico e como consequência o enriquecimento psicológico.

O Colecionador de Lágrimas é um livro surpreendente e reflexivo, e o legal é que o livro vai ganhar uma continuação! Sim, ainda não foi dada as informações do próximo lançamento, mas há uma continuação (não sei de quantos livros se tratam), então é bom que você leia logo O Colecionador de Lágrimas.
A novidade é que eu disponibilizei o livro para viagem (no Skoob: http://www.skoob.com.br/) no grupo "Livro Viajante" (LV 1248), então quem tiver interesse é só acessar o Skoob, criando uma conta se você não tiver, e participar! 







teaser:







quarta-feira, 6 de março de 2013

O Lado Bom da Vida

O livro:




Sinopse:
Pat Peoples tem uma teoria: sua vida é um filme produzido por Deus, sua missão é se tornar física e emocionalmente preparado e seu final feliz será a reconciliação com a ex-mulher, Nikki (não é a mulher da capa). Depois de uma temporada em um hospital psiquiátrico, Pat volta a morar com os pais, mas tem a impressão de que tudo está mudado: seus antigos amigos estão ocupados com as novas famílias, seu time está perdendo o campeonato (o que faz com que o humor de seu pai esteja pior que o de costume) e seu novo psiquiatra parece recomendar o adultério como forma de terapia. Ainda assim, Pat insiste em ver o que há de bom no mundo.

"Sensível e divertida, O lado bom da vida é a tumultuada história de um homem que tenta recuperar a memória e superar a falta que sente da esposa. Neste brilhante romance, Matthew Quick mostra as coisas sob uma perspectiva distorcida, mas ainda assim cativante. O resultado é uma narrativa comovente e muito engraçada, que nos faz enxergar tanto o amor quanto a depressão de maneira diferente."

MATTHEW QUICK  era professor na Filadélfia, mas decidiu largar tudo e, depois de conhecer a Amazônia peruana, viajar pela África Meridional e trilhar o caminho até o fundo nevado do Grand Canyon, reviu seus valores e, enfim, passou a dedicar todo seu tempo à escrita. Ele, então, fez MFA em Creative Writing pelo Goddard College e voltou para a Filadélfia, onde mora com a esposa. Quick é autor de três romances além de O lado bom da vida, que lhe renderam críticas elogiosas e  menções honrosas importantes, entre as quais destaca-se a do PEN/ Hemingway Award.
(Informações retiradas do livro) 

O filme:




A adaptação cinematográfica de O lado bom da vida ( Silver Linings Playbook, em inglês), dirigida por David O. Russell, de O vencedor, é estrelada por Bradley Cooper, Jennifer Lawrence e Robert De Niro ( Pat, Tiffany e Patrick, o pai de Pat, respectivamente).



 O que achei: 

Quem ainda não teve a oportunidade de ler o livro, ou assistir ao filme recentemente lançado, O lado bom da vida? 
É essencial que eu deixe claro que só peguei o livro pra ler porque queria assistir ao filme, e só queria assistir ao filme para ver a atuação da magnífica Jennifer Lawrence, que como sempre, mostrou seu talento e carisma em O lado bom da vida, não é atoa ter ganhado tantos prêmios. 
Espero não decepcioná-los, mas tenho que dizer que nem o livro, nem o filme, são lá essa coisa toda, pelo menos ao que eu esperava. Porém, ambas as obras não deixam de ter uma comédia bem agradável, e principalmente o livro, que com sua ótima narração retrata acontecimentos comuns no cotidiano de uma típica família norte americana (mas não deixa de conter certas "merdas", incluindo o fanatismo associado ao futebol americano e o uso exagerado de expressões "únicas" ligadas ao mesmo).
Pat é um cara bipolar e que enfrenta sérios problemas na memória (embora no filme ele se lembre de tudo, inclusive da traição de Nikki) e espera o fim dos "tempos separados" com sua ex-mulher Nikki. Porém ao conhecer Tiffany tudo muda, e em uma trama de brigas, conflitos interiores e familiares (principalmente com o seu pai), além de bastante humor, surge um romance verdadeiro e fiel entre os dois personagens.
A trilha sonora do filme é muito boa, e quase no final Pat e Tiffany se apresentam em um concurso de dança (no livro é uma coisa totalmente diferente, mas...) que também contribui para a qualidade do mesmo.
Enfim, quem ainda não assistiu, assista, o filme não é espetacular, muito menos inspirador, porém não deixa de ser bom, e sim,  o livro é melhor.







Em 2013, Jennifer Lawrence ganhou o Oscar de Melhor Atriz . Também foi indicado a Melhor Filme, Diretor, Ator (Bradley Cooper), Ator Coadjuvante (Robert De Niro), Atriz Coadjuvante (Jacki Weaver), Roteiro Adaptado e Edição
 Jennifer também ganhou o Globo de Ouro de Melhor Atriz - Comédia ou Musical, e ainda neste ano ganhou o SAG Award de Melhor Atriz.




trailer:

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